terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Como o caminho do Evangelho virou Cristianismo?
IEVDAM20:07 0 comentários



O que será que Jesus tinha em mente quando disse aos seus discípulos que permanecessem em Jerusalém até que do alto fossem revestidos de poder?


Esperava Ele que após o derramar do Espírito eles ficassem Jerusalém? Que ali fizessem uma base? Que o lugar se tornasse um centro de decisões? Que ficassem e tentassem converter o judaísmo à fé de Jesus? Que buscassem tornar fariseus em discípulos fariseus? E fazer sacerdotes saduceus (a classe sacerdotal) tornarem-se discípulos sacerdotes? Será que Ele desejava que dali para frente o que quer que acontecesse em qualquer lugar tivesse que ser referendado pelo poder dos discípulos de Jerusalém? E que toda e qualquer expressão dos novos discípulos, de outros lugares, tivesse que ter o carimbo de autenticação feito no cartório de Jerusalém?



Paulo vai até eles, “aos de Jerusalém”, apenas duas vezes. Na primeira, vai constrangido pela bobagem dos motivos da ida, mas vai assim mesmo, buscando paz e a diminuição da opressão que ele mesmo sentia na pele, sendo sempre perseguido ou por fariseus em “missão” no estrangeiro, ou por cristãos judaizantes. Assim, em Jerusalém, Paulo consegue uma carta com algumas concessões para os cristãos gentios. Para Paulo era apenas uma tentativa de diminuir o conflito, mas, certamente, era uma carta básica demais para as alturas de entendimento pelas quais o espírito de Paulo já planava ao sabor do vento da Graça. Na segunda vez que lá esteve também fez de tudo para acalmar os “líderes de Jerusalém”, e até se submeteu a um “voto”, e raspou a cabeça, e foi fazer orações no templo, até que foi apanhado pelas autoridades judaicas que se deixaram levar pelas provocações de judaizantes que encontraram a Paulo na cidade, e que já o perseguiam desde há muito; e, assim, alegraram-se com a possibilidade de matar aquele piolho contra as paredes pedradas de Jerusalém.



Paulo acabou preso, tendo que se defender sozinho, sem contar com uma única voz apostólica a seu favor, e sem nenhuma aparente ação de Tiago — o líder de Jerusalém — ou de seus seguidores; e foi deixado à sorte e aos humores dos judeus.



Para mim, o desconforto de Paulo com a igreja de Jerusalém — e a ação deles em relação a Paulo — bem expressa o que ele cria que não deveria ter acontecido jamais. Paulo queria ver seus compatriotas convertidos e crendo em Jesus, mas não desejava que a fé tivesse um centro físico de decisões, um vaticano, que, efetivamente, foi aquilo no que a incipiente igreja de Jerusalém desejou fazer de si mesma: um centro de decisões para os demais cristãos.



Ora, a ordem de Jesus era para que se pregasse também em Jerusalém, mas que de lá se fosse pela judéia, por Samaria, e até aos confins da terra. Eles, todavia, ficaram, ficaram, e ficaram em Jerusalém. E de lá só começaram a sair quando da perseguição de Estevão, tempos depois. E logo retornaram; e logo lá se re-estabeleceram, a ponto de Tiago se orgulhar, dizendo a Paulo: “Vê, irmão, quanto milhares de milhares há entre nós que crêem, e são todos zelosos da lei”. O que para Tiago era uma alegria e uma vitória da fé, para Paulo, era, todavia, uma derrocada.



É insistente a rejeição de Paulo com relação ao papel cartorial e papal que a igreja de Jerusalém evocava para si mesma. O centro do poder!



Esta é uma demonstração simples de como o “poder do Espírito” — “permanecei na cidade até que do alto sejais revestidos de poder!” — pode, rapidamente, se transformar em poder político-religioso, mesmo que o argumento seja tão supostamente nobre quanto dizer: “É para regular a fé”.



Eu comecei fazendo a seguinte pergunta: O que será que Jesus tinha em mente quando disse aos seus discípulos que permanecessem em Jerusalém até que do alto fossem revestidos de poder?



Na minha opinião, Ele esperava que tudo quanto Ele havia dito antes acerca de como se deveria proceder, de cidade em cidade, fosse, agora, não mais “treinado”, como antes Ele os fizera experimentar — Mateus e Lucas narram esse eventos preparatórios —, mas sim, que agora, tudo aquilo fosse vivido como uma ação continua, num fluxo ininterrupto, num vai-e-vem constante, e como um poder que nunca tivesse um trono, nem uma cidade santa, nem um vaticano, nem um centro de poder.



Tudo o que Jesus queria era que os discípulos continuassem discípulos e que os apóstolos fossem os servos de todos. sem haver nem alguém maior, e, muito menos, um lugar mais santo, ou um centro de poder.



Eu vejo Paulo sendo acusado de ter criado o cristianismo. Que terrível acusação!



Não, não acusem Paulo disso. Pode-se dizer que dele vieram as elaborações e as conclusões “teológicas” acerca do significado daquilo que entre eles havia acontecido como fato histórico, mas que não tinha ainda tido sua síntese reflexiva e aplicativa feita por ninguém antes. Os apóstolos pregavam a salvação no nome de Jesus, mas não sabiam das implicações mais profundas da fé, e nem tampouco acerca da desconstrução religiosa que tal fé, sendo discernida, provocaria.



Acusem sim os “pais da igreja” e seus “mestres” de haverem feito doutrinas sobre as afirmações de Paulo, e de terem usado suas revelações acerca do “mistério antes oculto, agora, porém, revelado de uma vez por todas”, em um pacote de doutrinas que vieram a moldar o pensar do cristianismo, embora a prática religiosa posterior dos cristãos seja tão-somente filha do casamento da igreja de Jerusalém com as autoridades do templo, e com os legalismos dos fariseus “convertidos à fé”. A isso, posteriormente, se fez sincretismo, incorporando noções dos cultos de mistério dos gregos, abrindo-se também para as influências gnósticas, e adotando o método grego — mais precisamente o Aristotélico — a fim de ser o “modo científico” da igreja pensar e fazer teologia e suas filhas: as doutrinas.



Jesus não havia dito apenas “fiquem”. Mas sim “fiquem até que sejais revestidos de poder”.



Jesus esperava que o poder do Espírito os fizesse sair em desassombro pelo mundo, pregando a Palavra da Boa Nova, ensinando singelamente os discípulos a serem de Jesus em suas próprias casas e culturas. Desse modo, se teria sempre um movimento hebreu, crescente, progressivo, livre, levado pelo vento, guiado pelo Espírito, e completamente semelhante ao que eles haviam vivido com Jesus durante o Caminho, naqueles três anos de estrada que construíram o Evangelho ao ar livre, nas praias da Galiléia, nos desertos da Judéia, nas passagens por Samaria, nas terras de Decápolis, e nas regiões onde os cachorrinhos, debaixo da mesa, aguardavam as migalhas que poderiam saciar a fome de toda a Terra.



Alguém, com razão, diria que tal projeto não seria possível, visto que ninguém consegue viver sem um centro de poder. Entretanto, parece que ainda não se discerniu que o convite de Jesus é contrário a toda lógica de poder, e não propõe nada que não seja Hoje, e que não obriga a ninguém a pavimentar o futuro de Deus na Terra mediante a construção de algo duradouro.



Para Jesus o algo duradouro era justamente aquilo que não se poderia pegar, nem fixar, nem pontuar, nem ser objeto de vistas turísticas, dada a sua impermanência num chão marcado pelas urinas dos mandões. Ele esperava que os discípulos fossem como o Mestre, e que aqueles anos de Caminho não ficassem cristalizados nas páginas dos registros dos evangelhos, mas que se tornassem um modo de ser de seus discípulos.



Jesus não era pragmático. Se o fosse, teria logo se mudado para Roma, ou teria aceitado o convite dos gregos, conforme João 12. Se Jesus fosse pragmático jamais teríamos o Evangelho. Isso porque o Evangelho propõe o Caminho Inviável, e que só se faz possível quando os homens são capazes de esquecer todas as suas formas de controle e poder.



O poder dos discípulos, paradoxalmente, está em não ter poder. E o convite para que se morra a fim de que se tenha vida é também valido para a igreja, que, ao contrário do discípulo, quer mandar na vida, e controlar os homens e o mundo. Assim, pretendendo salvar a sua vida neste mundo, a igreja não só perde a sua própria vida, mas deixa de ganhar o mundo.



O que Jesus queria era uma multidão de seres-sal-e-luz se espalhando pela Terra e se diluindo em sabores e luzes que só seriam sentidos mas não pontuados, jamais se tornando uma Salina ou uma Usina de luz cristã a ser visitadas pelos curiosos.



O reino é como o fermento escondido...até que pervade toda a massa da humanidade...sem ninguém saber como...e sem que ninguém possa dar glória a mais ninguém, senão ao Pai que está nos céus.



Aliás, a proposta de Jesus é tão pouco pragmática que a vontade de aparecer não pode resisti-la. O sal, por exemplo, foi usado por Jesus como metáfora desse desaparecimento da igreja na terra. Tudo ao que Ele associa a metáfora do sal é ao sabor, e nada mais. O sal tem que ter sabor, se não já não presta para nada. E para que o sal salgue e dê sabor, de fato, ele tem que se dissolver nos elementos que recebem o seu benefício. O sal só salga quando morre como sal visível e se torna apenas gosto, presença, realidade, inescusável benefício, embora ninguém possa dizer onde ele está, podendo apenas dizer: “Ele está na panela. Mas onde?”



Já a Luz do mundo —vós sois!— deveria ser a ação contínua da bondade e da misericórdia, de modo completamente discreto, porém pleno de efetividade, de tal modo que os “de fora” é que ao receberem os benefícios da luz, discirnam-na como boas obras, e, assim, eles mesmos agradeçam a Deus pelos filhos da misericórdia que Ele espalhou pela Terra.



O que Jesus propõe como simplicidade total, entretanto, logo deu lugar às complexidades regimentais e aos centros de poder. Mesmo dizendo “tal não é entre vós” — referindo-se ao poder de governar dos reis e autoridades —, o que se criou desde bem logo foi aquilo que era comum, não o que era completamente incomum.



“O meu reino, agora, não é deste mundo” os fez pensar que aquele “agora” já havia passado, e que, “agora”, eles estavam livres para facilitar as coisas, ou seja: para torná-las complexas, conforme os governos da terra, deixando de lado a leveza do caminho e o verdadeiro espírito hebreu —andarilho, cruzador de fronteiras—, que havia sido também encarnado em Jesus.



O que estou dizendo? Que nada valeu a pena? É claro que não! O que estou dizendo é que o mundo ainda não acabou, e que a cada nova geração os discípulos de Jesus têm, outra vez, a chance de viver o Evangelho, simples e puro, leve e livre, dissolvido em sabores sentidos, mas sem sede física de poder, sem qualquer mandão entre nós; e que a luz do mundo pode ainda brilhar no mundo, não como uma ação da igreja, mas como fruto da bondade justa e misericordiosa de cada discípulo que não queira ser um “agente da igreja”, mas apenas um filho do amor de Deus solto nesta terra.



“E não nos reuniremos mais?” — é a pergunta angustiada de alguns.



É claro que nos reuniremos sempre. Mas tais encontros não visariam centralizar as forças e organizar as ações de poder, mas apenas renovar as alegrias da fé e da esperança, fortalecer o amor e devolver as pessoas à vida com a simplicidade do sal e da luz. Ou seja, com sabor e boas obras.



Eu sei que pareço louco para alguns. Não nasci ontem. Conheço os mecanismos de poder dos quais a “igreja” se alimenta. E também sei que apenas um punhado mínimo de pessoas tem a coragem que o Evangelho do reino demanda, que é a coragem para abrir mão do poder para liderar pela simplicidade, sem trono a nos acolher em honras.



Quem, no entanto, tiver tal coragem da simplicidade, esse conhecerá o significado de ser discípulo de Jesus no reino deste mundo, e que é o poder que nasce da fraqueza — que, aliás, é o único poder que Jesus quer ver sendo vivido pelos Seus discípulos.



Minha esperança é que pelo menos alguns poucos entendam e creiam.



Caio

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A defesa da fé
IEVDAM21:28 0 comentários


Ariovaldo Ramos

Na maioria das vezes em que se fala sobre defesa da fé, vem à mente a luta pela verdade, a necessária reflexão apologética. Porém, há uma outra defesa da fé que se faz necessária, a sugerida por Tiago 2:18: “Mas alguém dirá: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé”. A fé pessoal tem de ser defendida como uma fé real, e, segundo o irmão de Jesus de Nazaré, o que demonstra a realidade da fé pessoal é o tipo de obras que ela provoca como estilo de vida. E, lembremo-nos, autor está falando de prestar serviço ao outro: “Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso?” (2.15,16).

A ação social, portanto, é uma demonstração natural da fé, daí é de se esperar que todo cristão a esteja praticando, ou seja, esteja deixando claro que tem fé. Ter fé é ter as convicções que o Espírito coloca em nossos corações, as quais nos comunicam que ser gente é ser como Jesus de Nazaré, que, segundo Pedro: “... andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele.” (At 10.38)

Cristo viveu entre nós como exemplo de como deve viver um súdito de seu reino, logo, fazer o bem é o comportamento natural de quem está integrado ao Reino de Deus; até porque este é caracterizado pela justiça, pelo resgate do oprimido, por uma nova sociedade marcada pela solidariedade e pela fraternidade.

Portanto, não é mera questão de fazer o bem, é a prática de uma visão de mundo, de uma filosofia de vida marcada pelo compromisso com a igualdade entre os seres humanos, pela consciência da dignidade intrínseca ao ser humano, pelo conhecimento do propósito de Deus, qual seja, o de recuperar a noção de humanidade.

A Igreja existe, também, nessa perspectiva, um dos braços da Igreja, no cumprimento da grande comissão, é a prática das obras do Reino, resgatando vidas e praticando a justiça. Nosso foco é o “despossuído”, e a criança é quem mais sofre dessa realidade, devemos fazer tudo para a resgatar, uma vez que a criança é a principal vítima do processo de injustiça, que o sistema rebelde a Cristo semeia na sociedade humana.




Fonte: Genizah

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Somente em Cristo, Deus pode ser discernido com amor
IEVDAM08:37 0 comentários


Não é possível conhecer a Deus em um vínculo de confiança sem iluminação da Graça.

Na Natureza... em toda a sua grandeza e maravilha... se pode conhecer — pelas impressões causadas pela beleza, pela harmonia, pela complexidade simples, pelo estranho testemunho do Existir das coisas — a certeza de que Deus é impossivelmente necessário ao sentido do Universo.
Porém, pela Natureza, chega-se apenas ao “crer em Deus” como Algo, não como Alguém que é Amor.
A Natureza dá testemunho esmagador de Deus como Necessidade ao Sentido do Existir. Mas dificilmente alguém vai além disso...
Por isto as crenças em Deus que não vêm da Revelação de Deus sobre Si mesmo não passam do Fato/Fator/Deus.
Sim, pois como aos sentidos humanos a Natureza parece ser Impessoal, o máximo que se depreende de tal encontro com Deus na Natureza leva a mente humana ao mais puro budismo, mas não cria a consciência de que Deus é Pessoa, é amor.
Como diz Paulo em Romanos 1 [...] a Natureza tem o poder de acabar com a idolatria de si mesma quando se a percebe como criação divina. No entanto, tal percepção não enternece ninguém, sem uma revelação adicional e pessoal, ao ponto de conduzir alguém a um vinculo com o Alguém/Amor.
Daí a revelação de Deus aos Hebreus ter sido tão especial e divina. Sim, pois onde quer que a divindade seja uma pessoa, em geral surge o politeísmo como decorrência da pessoalidade do divino.
Um só Deus e que seja também Pessoa absolutamente Única e Amorosa em Verdade e Justiça Misericordiosa e Imparcial, somente nos alcança se algo para além de nós mesmos se manifestar.
Do contrario, na ideia da divindade pessoal surge a pluralidade que decorre da projeção das nossas pessoalidades, e, assim, Deus se torna deuses...
Sem a revelação de Deus sobre Si mesmo, toda ideia humana sobre um deus/pessoa conduz invariavelmente à idolatria das pessoalidades tão múltiplas quanto as nossas projeções dos humanos, surgindo assim os deuses de projeções de pessoalidades.
Daí tais deuses serem sempre iguais a nós, carregando nossas ambiguidades e ambivalências...
Quando chegamos a Jesus — Eu e o Pai somos um — temos algo tão para além da compreensão..., que não nos é possível compreender por meios próprios. Sim, por todas as razões DEUS EM CRISTO é um absurdo, mas, sobretudo, pelo fato que Esse que Encarna Deus, Ama com uma paixão sem romance; ama em espírito, a tal ponto que Nietzsche disse ter lido os Evangelhos e não ter encontrado alma humana em Jesus, posto que buscasse também a projeção do humano, conforme ele, Nietzsche, entendia o homem a partir de si mesmo...; e, por tal olhar, ele não encontrou em Jesus o que julgasse que seria uma alma, ou seja: a passionalidade e a parcialidade do amor conforme nos humanos.
Entretanto, até mesmo olhando para o Jesus da História, não se encontra Deus, mas a beleza do Homem, do Filho do Homem.
É a revelação direta do próprio Deus ao coração humano, de modo a não ser explicado, o que pode trazer-nos ao entendimento que transcende as lógicas, e, assim, gerar a certeza de que Deus estava em Cristo.
Sim, somente assim Jesus vai além do Filho do Homem e chega a ser para o homem o Filho de Deus, na perspectiva de que o Pai e o Filho são Um.
Entretanto, crer no Filho do Homem, segundo Jesus, põe aquele que assim veja a Jesus [...] no Caminho de abraçar o amor de Deus no amor que devote aos humanos, e que fará aquele que assim haja na vida um dia ouvir: “Entre, bendito do meu Pai, pois tive fome e me deste de comer”...
Nesse caso, a imanência de Deus no Filho do Homem leva o homem a transcender na pratica da imanência do amor do homem pelo homem, na vida.
Quando, porém, se discerne Deus em Cristo, se transcende num nível de consciência e deliberação lúcida que gera intimidade relacional com Deus.
Assim, sem humanidade de Encarnação, é impossível aos humanos discernirem qualquer coisa do amor de Deus na perspectiva de que Deus é Amor.
Sim, pois mesmo na Antiga Aliança, a ênfase não era no amor de Deus, mas sim na Sua Justiça e Verdade.
É em Cristo Jesus que Deus é Amor, e tudo mais decorre desse Amor!
É também no mistério da fusão de Deus no Filho do Homem e no Filho de Deus, que Deus é amor para nós, e sem lugar para a idolatria, por mais próximo do humano que tal fato faça Deus se tornar.
É a revelação da Absoluta Singularidade de Jesus o que acaba com a idolatria.

Pense nisto!


Há abusos em nome de Deus? Faz me rir!
IEVDAM08:27 0 comentários


A igreja evangélica está doente e precisa de uma reforma. Os pastores se tornaram intermediários entre Deus e os homens e cometem abusos emocionais apoiados em textos bíblicos. Essas são algumas das afirmações polêmicas da jornalista Marília de Camargo César em seu livro de estreia, Feridos em nome de Deus (editora Mundo Cristão), que será lançado no dia 30. Marília é evangélica e resolveu escrever depois de testemunhar algumas experiências religiosas com amigos de sua antiga congregação.
KÁTIA MELLO
A igreja evangélica está doente e precisa de uma reforma. Os pastores se tornaram intermediários entre Deus e os homens e cometem abusos emocionais apoiados em textos bíblicos. Essas são algumas das afirmações polêmicas da jornalista Marília de Camargo César em seu livro de estreia, Feridos em nome de Deus (editora Mundo Cristão), que será lançado no dia 30. Marília é evangélica e resolveu escrever depois de testemunhar algumas experiências religiosas com amigos de sua antiga congregação.
ENTREVISTA - MARÍLIA DE CAMARGO CÉSAR
QUEM É
Marília de Camargo César, 44 anos, jornalista, casada, duas filhas.
O QUE FEZ
Editora assistente do jornal O Valor, formada pela Faculdade e Comunicação Social Cásper Líbero.
O QUE PUBLICOU
Seu livro de estreia é Feridos em nome de Deus (editora Mundo Cristão)
ÉPOCA – Por que você resolveu abordar esse tema?
Marília de Camargo César – Eu parti de uma experiência pessoal, de uma igreja que frequentei durante dez anos. Eu não fui ferida por nenhum pastor, e esse livro não é nenhuma tentativa de um ato heroico, de denúncia. É um alerta, porque eu vi o estado em que ficaram meus amigos que conviviam com certa liderança. Isso me incomodou muito e eu queria entender o que tinha dado errado. Não quero que haja generalizações, porque há bons pastores e boas igrejas.
Mas as pessoas que se envolvem em experiências de abusos religiosos ficam marcadas profundamente.
ÉPOCA – Qual foi a história que mais a impressionou?
Marília – Uma das histórias que mais me tocaram foi a de uma jovem que tem uma doença degenerativa grave. Em uma igreja, ela ouviu que estava curada e que, caso se sentisse doente, era porque não tinha fé suficiente em Deus.
Essa moça largou os remédios que eram importantíssimos no tratamento para retardar os efeitos da miastenia grave (doença autoimune que acarreta fraqueza muscular). O médico dela ficou muito bravo, mas ela peitou o médico e chegou a perder os movimentos das pernas. Ela só melhorou depois de fazer terapia. Entendeu que não precisava se livrar da doença para ser uma boa pessoa.
ÉPOCA – Que tipo de experiência você considera como abuso religioso e que marcas são essas?
Marília – Meu livro é sobre abusos emocionais que acontecem na esteira do crescimento acelerado da população de evangélicos no Brasil. É a intromissão radical do pastor na vida das pessoas. Um exemplo: uma missionária que apanha do marido sistematicamente e vai parar no hospital. Quando ela procura um pastor para se aconselhar, ele fala assim para ela: “Minha filha, você deve estar fazendo alguma coisa errada, é por isso que o teu marido está se sentindo diminuído e por isso ele está te batendo. Você tem de se submeter a ele, porque biblicamente a mulher tem de se submeter ao cabeça da casa. Então, essa mulher, que está com a autoestima lá embaixo, que apanha do marido - inclusive pelo Código Civil Brasileiro ele teria de ser punido - pede um conselho pastoral e o pastor acaba pisando mais nela ainda. E ele usa a Bíblia para isso. Esse é um tipo de abuso que não está apenas na igreja pentecostal ou neopentecostal, como dizem. É um caso da Igreja Batista, em que, teoricamente, os protestantes históricos têm uma reputação melhor.
ÉPOCA – Seu livro questiona a autoridade pastoral. Por quê?
Marília – As igrejas que estão surgindo, as neopentecostais, e não as históricas, como a presbiteriana, a batista, a metodista, que pregam a teologia da prosperidade, estão retomando a figura do “ungido de Deus”. É a figura do profeta, do sacerdote, que existia no Antigo Testamento. No Novo Testamento, não existe mais isto. Jesus Cristo é o único mediador. Então o pastor dessas igrejas mais novas está se tornando o mediador. Para todos os detalhes da sua vida, você precisa dele. Se você recebeu uma oferta de emprego, o pastor pode dizer se deve ou não aceitá-la. Se estiver paquerando alguém, vai dizer se deve ou não namorar aquela pessoa. O pastor, em vez de ensinar a desenvolver a espiritualidade, determina se aquele homem ou aquela mulher é a pessoa da sua vida. E o pastor está gostando de mandar na vida dos outros, uma atitude que abre um terreno amplo para o abuso.
ÉPOCA – Você também fala que não é só culpa do pastor.
Marília – Assim como existe a onipotência pastoral, existe a infantilidade emocional do rebanho, que é o que o Sérgio Franco, um dos pastores psicanalistas entrevistados no livro, fala. A grande crítica do Freud em relação à religião era essa. Ele dizia que a religião infantiliza as pessoas, porque você está sempre transferindo as suas decisões de adulto - que são difíceis - e a figura do sagrado, no caso aqui o líder religioso, para a figura do pai ou da mãe - o pastor, a pastora. É a tendência do ser humano em transferir responsabilidade. O pastor virou um oráculo. É mais fácil ter alguém, um bode expiatório, para pôr a culpa nas decisões erradas tomadas.
“O pastor está gostando de m andar na v ida dos outros e receber presentes. Isso abre espaço para os abusos”
ÉPOCA – Quais são os grandes males espirituais que você testemunhou?
Marília – Eu vi casamentos se desfazer, porque se mantinham em bases ilusórias. Vi também pessoas dizendo que fazer terapia é coisa do Diabo. Há pastores contra a terapia que afirmam que ela fortalece a alma e a alma tem de ser fraca; o espírito é que tem que ser forte. E dizem isso supostamente apoiados em textos bíblicos. Dizem que as emoções têm de ser abafadas e apenas o espírito ser fortalecido. E o que acontece com uma teologia dessas? Psicoses potenciais na vida das pessoas que ficam abafando as emoções. As pessoas que aprenderam essa teologia e não tiveram senso crítico para combatê-la ficaram muito mal. Conheci um rapaz com muitos problemas de depressão e de autoestima que encontrou na igreja um ambiente acolhedor. Ele dizia ter ressuscitado emocionalmente. Só que com o passar dos anos, o pastor se apoderou dele. Mas ele começou a perceber que esse pastor é gente, que gosta de ganhar presentes e que usa a Bíblia para se justificar. Uma das histórias que mais me tocou foi a de uma jovem que tem uma doença degenerativa grave. Ela foi para uma dessas igrejas e ouviu que se estivesse sentindo ainda doente era porque não tinha fé suficiente em Deus. Essa moça largou os remédios que eram importantíssimos no tratamento para retardar os efeitos da miastenia grave (doença auto-imune que acarreta fraqueza muscular). O médico dela ficou muito bravo e não a autorizou. Mesmo assim, ela peitou o médico e chegou a perder os movimentos das pernas. Ela só melhorou depois de fazer terapia. Ela entendeu que não precisava se livrar da doença para ser uma boa pessoa.
ÉPOCA – Por que demora tanto tempo para a pessoa perceber que está sendo vítima?
Marília – Os abusos não acontecem da noite para o dia. A pessoa que está sendo discipulada, que aprende com o pastor o que a Bíblia diz, desenvolve esse relacionamento aos poucos. No primeiro momento, ela idealiza a figura do líder, como alguém maduro, bem preparado. É aquilo que fazemos quando estamos apaixonados: não vemos os defeitos. O fiel vê esse líder como um intermediário, como um representante de Deus que tem recados para a vida dele, um guru. E o pastor vai ganhando a confiança dele num crescendo, como numa amizade. Esse líder, que acredita que Deus o usa para mandar recados para sua congregação, passa a ser uma referência na vida do fiel. O fiel, por sua vez, sente uma grande gratidão por aquele que o ajudou a mudar sua vida para melhor. Ele se sente devedor do pastor e começa, então, a dar presentes. O fiel quer abençoar o líder porque largou as drogas, ou parou de beber, ou parou de bater na mulher, ou porque arrumou um emprego e está andando na linha. E começa a dar presentes de acordo com suas posses. Se for um grande empresário, ele dá um carro importado para o pastor. Isso eu vi acontecer várias vezes. O pastor, por sua vez, gosta de receber esses presentes. É quando a relação se contamina, se torna promíscua.
E o pastor usa a Bíblia para dizer que esse ato é bíblico. O poder está no uso da Bíblia para legitimar essas práticas.
ÉPOCA – Qual é o limite da autoridade pastoral?
Marília – O pastor tem o direito de mostrar na Bíblia o que ela diz sobre certo tema. Como um bom amigo, ele tem o direito de dar um conselho. Mas ele tem de deixar claro que aquilo é apenas um conselho. Pode até falar que o resultado disso ou daquilo pode ser ruim para a vida do fiel. Mas ele não pode mandar a pessoa fazer algo em nome de Deus. O que mais fere as pessoas é ouvir uma ordem em nome de Deus. Se é Deus, então prova! Se Deus fala para o pastor, por que Ele não fala para o fiel? Eles estão sendo extremamente autoritários.
ÉPOCA – Você afirma que muitos dos pastores não agem por má-fé, mas por uma visão messiânica. Explique.
Marília – É uma visão messiânica para com seu rebanho. Lutero (teólogo alemão responsável pela reforma protestante no século XVI) deve estar dando voltas na tumba. Porque o pastor evangélico virou um papa que é a figura mais criticada no catolicismo, o inerrante. E não existe essa figura, porque somos todos errantes, seres faltantes, como já dizia Freud. Pastor é gente. E é esse pastor messiânico que está crescendo no evangelismo. Existe uma ruptura entre o Antigo e o Novo Testamento, que é a cruz. A reforma de Lutero veio para acabar com a figura intermediária e a partir dela veio a doutrina do sacerdócio universal. Todos têm acesso a Deus. Uma das fontes do livro disse que precisamos de uma nova reforma e eu concordo com ela. Essa hierarquização da experiência religiosa, que o protestante tanto combateu no catolicismo, está se propagando. Você não pode mais ter a conversa direta com o divino. Porque tem aquela coisa da “oração forte” do pastor. Você acha que ele ora mais que você, que ele tem alguma vantagem espiritual e, se você gruda nele, pega uma lasquinha. Isso não existe. Somos todos iguais perante Deus.
ÉPOCA – Se a igreja for questionada em seus dogmas, ela não deixará de ser igreja?
Marília – Eu não acho isso. A igreja tem mesmo de ser questionada, inclusive há pensadores cristãos contemporâneos que questionam o modelo de igreja que estamos vivendo e as teologias distorcidas, como a teologia da prosperidade, que são predominantemente neopentecostais e ensinam essa grande barganha. Se você não der o dízimo, Deus vai mandar o gafanhoto. Simbolicamente falando, Ele vai te amaldiçoar. Hoje o fiel se relaciona com o Divino para as coisas darem certo. Ele não se relaciona pelo amor. Essa é uma das grandes distorções.
ÉPOCA – Por que você diz que existe uma questão cultural no abuso religioso?
Marília – Porque o brasileiro procura seus xamãs, e isso acontece em todas as religiões. O brasileiro é extremamente religioso. A ÉPOCA até publicou uma matéria sobre isso, dizendo que a maioria acredita em algo e se relaciona com isso, tentando desenvolver seu lado espiritual. O brasileiro gosta de ter seu oráculo. A pessoa que vem do catolicismo, onde há centenas de santos, e passa a ser evangélica transfere aquela prática e cultura do intermediário para o protestantismo, e muitas igrejas dão espaço para isso. O pastor Edir Macedo (da igreja Universal) trouxe vários elementos da umbanda, do candomblé, porque ele é convertido. Ele diz que o povo precisa desses elementos -que ele chama de pontos de contato - para ajudar a materializar a experiência religiosa. A Bíblia condena tudo isso.
ÉPOCA – No livro você dá alguns alertas para não cair no abuso religioso. Fale deles.
Marília – Desconfie de quem leva a glória para si. Um conselho é prestar atenção nas visões megalomaníacas. Uma das características de quem abusa é querer que a igreja se encaixe em suas visões, como quere ganhar o Brasil para Cristo e colocar metas para isso. E aquele que não se encaixar é um rebelde, um feiticeiro. Tome cuidado com esse homem.
Outra estratégia é perguntar a si mesmo se tem medo do pastor ou se pode discordar dele. A pessoa que tem potencial para abusar não aceita que discorde dela, porque é autoritária. Outra situação é observar se o pastor gosta de dinheiro e ver os sinais de enriquecimento ilícito. São esses geralmente os que adoram ser abençoados e ganhar.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Sobre pastores e lobos
IEVDAM11:42 0 comentários




Pastores e lobos têm algo em comum: ambos se interessam e gostam de ovelhas, e vivem perto delas. Assim, muitas vezes, pastores e lobos nos deixam confusos para saber quem é quem. Isso porque lobos desenvolveram uma astuta técnica de se disfarçar em ovelhas interessadas no cuidado de outras ovelhas. Parecem ovelhas, mas são lobos.

No entanto, não é difícil distinguir entre pastores e lobos. Urge a cada um de nós exercitar o discernimento para descobrir quem é quem.

Pastores buscam o bem das ovelhas, lobos buscam os bens das ovelhas.
Pastores gostam de convívio, lobos gostam de reuniões.
Pastores vivem à sombra da cruz, lobos vivem à sombra de holofotes.
Pastores choram pelas suas ovelhas, lobos fazem suas ovelhas chorar.
Pastores têm autoridade espiritual, lobos são autoritários e dominadores.
Pastores têm esposas, lobos têm coadjuvantes.
Pastores têm fraquezas, lobos são poderosos.
Pastores olham nos olhos, lobos contam cabeças.
Pastores apaziguam as ovelhas, lobos intrigam as ovelhas.
Pastores têm senso de humor, lobos se levam a sério.
Pastores são ensináveis, lobos são donos da verdade.
Pastores têm amigos, lobos têm admiradores.
Pastores se extasiam com o mistério, lobos aplicam técnicas religiosas.
Pastores vivem o que pregam, lobos pregam o que não vivem.
Pastores vivem de salários, lobos enriquecem.
Pastores ensinam com a vida, lobos pretendem ensinar com discursos.
Pastores sabem orar no secreto, lobos só oram em público.
Pastores vivem para suas ovelhas, lobos se abastecem das ovelhas.
Pastores são pessoas humanas reais, lobos são personagens religiosos caricatos.
Pastores vão para o púlpito, lobos vão para o palco.
Pastores são apascentadores, lobos são marqueteiros.
Pastores são servos humildes, lobos são chefes orgulhosos.
Pastores se interessam pelo crescimento das ovelhas, lobos se interessam pelo crescimento das ofertas.
Pastores apontam para Cristo, lobos apontam para si mesmos e para a instituição.
Pastores são usados por Deus, lobos usam as ovelhas em nome de Deus.
Pastores falam da vida cotidiana, lobos discutem o sexo dos anjos.
Pastores se deixam conhecer, lobos se distanciam e ninguém chega perto.
Pastores sujam os pés nas estradas, lobos vivem em palácios e templos.
Pastores alimentam as ovelhas, lobos se alimentam das ovelhas.
Pastores buscam a discrição, lobos se autopromovem.
Pastores conhecem, vivem e pregam a graça, lobos vivem sem a lei e pregam a lei.
Pastores usam as Escrituras como texto, lobos usam as Escrituras como pretexto.
Pastores se comprometem com o projeto do Reino, lobos têm projetos pessoais.
Pastores vivem uma fé encarnada, lobos vivem uma fé espiritualizada.
Pastores ajudam as ovelhas a se tornarem adultas, lobos perpetuam a infantilização das ovelhas.
Pastores lidam com a complexidade da vida sem respostas prontas, lobos lidam com técnicas pragmáticas com jargão religioso.
Pastores confessam seus pecados, lobos expõem o pecado dos outros.
Pastores pregam o Evangelho, lobos fazem propaganda do Evangelho.
Pastores são simples e comuns, lobos são vaidosos e especiais.
Pastores tem dons e talentos, lobos tem cargos e títulos.
Pastores são transparentes, lobos têm agendas secretas.
Pastores dirigem igrejas-comunidades, lobos dirigem igrejas-empresas.
Pastores pastoreiam as ovelhas, lobos seduzem as ovelhas.
Pastores trabalham em equipe, lobos são prima-donas.
Pastores ajudam as ovelhas a seguir livremente a Cristo, lobos geram ovelhas dependentes e seguidoras deles.
Pastores constroem vínculos de interdependência, lobos aprisionam em vínculos de co-dependência.

Os lobos estão entre nós e é oportuno lembrar-nos do aviso de Jesus Cristo: 

“Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são devoradores” (Mateus 7:15).

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O doce convite
IEVDAM13:42 0 comentários


A Bíblia nos afirma que todos os seres humanos são pecadores (Rm 3:23), e como consequência, todos estão destituídos da gloria de Deus.
O que fazer então para reconciliar-se com o Criador? O que fazer para ser aceito perante Deus?
Um dos primeiros passos para uma nova vida em Cristo Jesus é reconhecer nossa condição como pecador, e isto é um grande passo. Entender que pela nossa própria força ou mérito, não poderemos nos tornar dignos da Graça redentora de Jesus.
Reconhecer o pecado que há em nós, é nos despir do orgulho, é encarar a realidade com sinceridade, sabendo que em cristo nossa palavra deve ser sim ou não, pois o que passar disso provém do maligno.
Em Mateus 11:28, Jesus nos convida a uma vida plena. Todo aquele que com sinceridade quer se desfazer do fardo pecaminoso que há em sua vida, do cansaço de carregar essa pesada carga, deve ir a Cristo para ter descanso verdadeiro. Pois o caminhar com Cristo, não exige de nós obrigações e sim responsabilidades que, para aquele que passa a ser sincero não pesa nada.

Nele, em que o fardo é leve...
Manaus, 06/02/2013
Chriciano.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

12 Pontos sobre a Bíblia e a Palavra
IEVDAM16:51 0 comentários





1. Não se deve confundir a BÍBLIA, que é a ESCRITURA, com a Palavra. A PALAVRA precede a ESCRITURA. No genuíno encontro com DEUS e com a PALAVRA, a ESCRITURA vem bem depois. A PALAVRA é viva, a ESCRITURA em si mesmo é morta.
2. BÍBLIA é o Livro. A ESCRITURA é o Texto. A PALAVRA É! Por isso, a fé vem pelo ouvir a PALAVRA;por isso que Abraão, o pai da fé, viveu pela fé na PALAVRA, antes de haver ESCRITURA.
3. Ou seja: pode ser que lendo a BÍBLIA, eu creia na PALAVRA; mas eu não creio porque eu leio. A fé não é nada além de pura GRAÇA e revelação; e vem de DEUS; e vem até para quem nunca leu nem ouviu de homem algum coisa alguma.
4. Deus não criou os Universos pela BÍBLIA, mas pela PALAVRA, que é JESUS: ELE é a chave hermenêutica.No Princípio era o VERBO, não a BÍBLIA. O mundo não foi feito pela BÍBLIA, mas a BÍBLIA por causa do mundo!
5. Se alguém lhe disser: “Nem tudo o que está na Bíblia é verdade!”, responda que é verdade. A Bíblia não é a Verdade. Jesus é a Verdade. A Bíblia é o livro da
revelação de Deus aos homens, e também o livro da revelação dos homens a si mesmos.
6. Da BÍBLIA o que se pode dizer é que ela éa verdade como PALAVRA apenas porque afirma que JESUS É DEUS, mas é o próprio JESUS quem afirma: “EU SOU A VERDADE”. ELE não diz: ninguém vem ao Pai senão pela Bíblia!
7. A ESCRITURA sem Deus é apenas um texto religioso aberto a toda sorte de manipulações! Por isso, desconfie de cristãos que vivem para defender a BÍBLIA.
8. Sempre que se obedece à ESCRITURA por causa dela mesma, se está cometendo idolatria.A BÍBLIA pode ser o seu maior ídolo. Por isso, tenha muito cuidado ao julgar a idolatria dos outros.
9. Devemos ter cuidado para não nos tornarmos meros “consumidores de BÍBLIAS”, pois atrás de nós sempre virão os “mercadejadores” de BÍBLIAS como verdade absoluta.
10. A Bíblia é finita, e ela mesma fala de sua finitude. Jesus, o Verbo, é infinito; e não trata a Bíblia como nada além do que ela é: testemunho escrito e histórico do processo pelo qual Deus se revelou aos filhos de Abraão.
11. Paulo diz que nós somos a CARTA VIVA. Escrita no coração, e conhecida por todos os homens. Portanto, não perca seu tempo tentando provar a verdade. A
verdade é para ser vivida. A Única prova da verdade é a vida.
12. É somente na GRAÇA que a leitura da BÍBLIA tem a PALAVRA para o coração humano. Sem a iluminação do ESPÍRITO a BÍBLIA é apenas o mais fascinantes de todos os best-sellers.